A lingerie atravessou o século 20 sempre acompanhando a moda, as mudanças culturais e comportamentais e as exigências de uma nova mulher que foi surgindo. Quando a moda eram roupas justas e cinturas marcadas, lá estava o sutiã com armações de metal, cintas e corpetes para moldar o corpo feminino. Na década de 60, com a revolução sexual, o sutiã chegou até a ser queimado em praça pública, num ato pela liberdade feminina. Uma geração de mulheres afirmava, em 1980, não usar nada por baixo das camisetas ou de seus jeans, mas os tempos mudaram e a moda trouxe tantas novidades em cores, materiais e estilos, indo do esportivo todo em algodão, ao mais sofisticado modelo em rendas e fitas, que as mulheres chegaram a gastar mais em roupas de baixo do que em qualquer outro item de guarda-roupa ainda durante os anos 80.
Na década de 80 a lingerie ganhou status de outwear com brincadeiras de tira e põe enfeitando produções, tornando-as preciosas, lindas, chamativas, ímpares!
Apesar da atitude ser vista como rebeldia e contestação, aos poucos foi sendo incorporada pela grande maioria das mulheres e a apresentação das lingeries como peças principais ou transformadoras era a cada vez mais original e bela.
Corseletes e bodies se tornaram, indiscutivelmente, peças de desejo de 10 entre 10 mulheres.
A evolução tecnológica possibilitou o surgimento de novos materiais, que tornou a lingerie mais confortável e durável, duas exigências da vida moderna.
A indústria nacional, em franca expansão, aposta nessa tecnologia para produzir e por no mercado desde o espartilho no mais clássico modelo renascentista até o sutiã mais moderno, recheado de silicone.
Os investimentos nesse filão são enormes tanto na linha do dia-a-dia como nas peças ligadas ao erotismo e fetichismo. O que vemos são sedutoras e luxuosas criações que se tornam irresistíveis, tentadoras e agregam charme e bem estar a quem as usa.
Marcas como, Duloren, Triumph, Fruit de la Passion, Corpo e Arte, Darling, e outras menores e pouco conhecidas como Veggi e Paulienne, abastecem o mercado interno e externo, tratando as pequenas peças com imenso carinho seguindo à risca as tendências da moda.
É nas rendas, fitas, tules, bordados, pérolas, paetês e cristais que encontramos o diferencial de cada peça e de cada marca.
Dois grandes pólos mineiros desse filão se encontram em Muriaé (zona da Mata) onde foram computadas mais de 500 empresas entre confecções e facções e Juruaia (sul de Minas), "a capital da lingerie", onde cerca de 80% da população está envolvida com tais confecções.
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